SUS passa a oferecer insulina glargina para crianças, adolescentes e idosos com diabetes.

Medicamento de ação prolongada permite, na maioria dos casos, apenas uma aplicação diária e será disponibilizado nas Unidades Básicas de Saúde.

Postado em 17/07/2026
SUS passa a oferecer insulina glargina para crianças, adolescentes e idosos com diabetes.
Avatar
Por Síbylle MachadoComercial

O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou a oferta da insulina glargina, medicamento de ação prolongada utilizado no tratamento do diabetes, para crianças, adolescentes e idosos. A medida faz parte da transição gradual da insulina NPH para um tratamento mais moderno, promovida pelo Ministério da Saúde.

Nesta primeira etapa, o novo medicamento será destinado a pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

A principal vantagem da insulina glargina é sua ação prolongada, que permite, na maioria dos casos, apenas uma aplicação por dia, diferentemente de outros esquemas terapêuticos que podem exigir até três aplicações diárias. Além de proporcionar mais conforto ao paciente, o medicamento contribui para um controle mais estável da glicemia, reduz o risco de episódios de hipoglicemia e favorece a adesão ao tratamento.

Distribuição para os estados

O Ministério da Saúde informou que já distribuiu mais de 254 mil tubetes de insulina glargina para 16 estados, além de 52.350 canetas reutilizáveis para aplicação do medicamento. A previsão é que todos os estados brasileiros recebam os insumos até o fim de julho.

A iniciativa faz parte de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que busca ampliar a produção nacional do medicamento e garantir maior segurança no abastecimento da rede pública.

Como ter acesso

O acesso ao medicamento será realizado por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Para solicitar a substituição da insulina NPH pela glargina, o paciente ou seu responsável deve procurar a unidade de saúde mais próxima levando a receita médica devidamente emitida e carimbada.

A equipe multiprofissional da UBS fará uma avaliação clínica para verificar se o paciente atende aos critérios para a transição do tratamento.

Além do medicamento, os pacientes receberão uma caneta reutilizável, com validade de três anos, as agulhas necessárias e orientações sobre a aplicação correta, armazenamento e uso da insulina.

Segundo o Ministério da Saúde, a mudança será realizada de forma gradual em todo o país para garantir a segurança dos pacientes durante a transição do tratamento.