Gasolina, diesel e gás de cozinha terão aumento de ICMS em fevereiro de 2027; veja quanto vai subir

Confaz aprovou reajuste dos valores fixos do imposto para todo o país. Diesel terá a maior elevação, com acréscimo de R$ 0,13 por litro, enquanto gasolina e gás terão aumento de R$ 0,07 nas respectivas unidades de cobrança.

Postado em 04/11/2026
Gasolina, diesel e gás de cozinha terão aumento de ICMS em fevereiro de 2027; veja quanto vai subir
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Os brasileiros terão mais um aumento de imposto para colocar na conta a partir de fevereiro de 2027. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou a atualização dos valores fixos do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha, com vigência prevista para 1º de fevereiro.

A decisão foi tomada na 433ª Reunião Extraordinária do conselho, realizada em 27 de outubro de 2026, e oficializada por meio dos Convênios ICMS 127/2026 e 128/2026, publicados no Diário Oficial da União em 28 de outubro.

A mudança atinge consumidores de todo o Brasil e representa uma nova pressão sobre despesas essenciais, especialmente em um cenário no qual os combustíveis influenciam diretamente os custos de transporte, produção e distribuição de mercadorias.

 
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Veja quanto vai aumentar o imposto

Os novos valores estabelecidos pelo Confaz são:

Produto

Valor atual

A partir de fevereiro de 2027

Gasolina e etanol anidro

R$ 1,57/litro

R$ 1,64/litro

Diesel e biodiesel

R$ 1,17/litro

R$ 1,30/litro

Gás de cozinha (GLP)

R$ 1,47/kg

R$ 1,54/kg

O aumento representa aproximadamente 4,5% na tributação da gasolina e do etanol anidro, 11,1% no diesel e biodiesel e 4,8% no gás de cozinha.

 
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Quanto isso pode pesar no bolso?

Embora o reajuste seja aplicado à tributação, o reflexo pode chegar diretamente ao consumidor, dependendo do repasse realizado ao longo da cadeia de comercialização.

Para entender o impacto, considerando o repasse integral dos novos valores:

  • Um abastecimento de 50 litros de gasolina poderá representar R$ 3,50 adicionais.

  • Um abastecimento de 50 litros de diesel poderá ter R$ 6,50 de acréscimo.

  • Um botijão de gás de 13 kg poderá representar R$ 0,91 a mais.

Esses cálculos consideram exclusivamente a diferença no ICMS, não uma previsão definitiva dos preços nas bombas ou nas revendas.

Diesel terá o maior aumento e pode pressionar o preço dos alimentos

O reajuste mais expressivo será justamente no diesel, combustível fundamental para o transporte de cargas no Brasil.

Grande parte dos produtos consumidos diariamente pela população percorre longas distâncias em caminhões. Isso significa que uma elevação nos custos do transporte pode repercutir em toda a cadeia de distribuição.

Alimentos, materiais de construção, produtos de supermercado e diversos outros itens podem sofrer pressão de custos, dependendo do repasse das empresas.

Para o consumidor, o problema é que o aumento do combustível não fica necessariamente restrito ao momento de abastecer. Ele pode aparecer posteriormente em outras despesas do orçamento familiar.

Estados admitem preocupação com o aumento do diesel

Um detalhe importante da decisão é que o próprio Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) reconheceu o cenário de instabilidade internacional nos preços dos derivados de petróleo.

Em manifestação divulgada em 28 de outubro, o órgão informou que os estados estudam formas de reduzir o impacto da atualização prevista para o diesel, dentro das possibilidades legais.

O posicionamento demonstra preocupação com os efeitos do reajuste sobre a economia e o custo de vida da população.

 
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Por que o ICMS dos combustíveis é atualizado?

Desde 2022, os combustíveis passaram a seguir o modelo de tributação monofásica do ICMS, no qual o imposto é cobrado uma única vez na cadeia de comercialização.

Nesse sistema, os valores são fixados em reais por litro ou por quilo, e não em percentual sobre o preço de venda.

A legislação prevê atualizações periódicas considerando a variação dos preços médios dos combustíveis. Para a revisão de 2027, foram considerados os preços registrados entre fevereiro e setembro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

 
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Com a mudança, o início de 2027 já tem uma preocupação adicional para motoristas, transportadores e famílias brasileiras: acompanhar quanto do novo imposto será efetivamente repassado aos preços dos combustíveis e do gás de cozinha.

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