Operação Caput Serpentis prende duas investigadas em Catalão e mira organização criminosa em cinco estados.

Ação conjunta das Polícias Civis do Rio Grande do Sul e de Goiás cumpriu mandados de prisão e busca; operação mobilizou cerca de 480 policiais.

Postado em 26/08/2026
Operação Caput Serpentis prende duas investigadas em Catalão e mira organização criminosa em cinco estados.
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Por Síbylle MachadoComercial

As Polícias Civis do Rio Grande do Sul e de Goiás deflagraram, nesta quarta-feira (26), a Operação Caput Serpentis, com o objetivo de desarticular o núcleo de comando e a estrutura financeira de uma organização criminosa investigada por atuação a partir de Porto Alegre (RS) e por manter vínculos em outros estados.

A operação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Repressão ao Crime Organizado (DRCOR/DEIC), da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com apoio de equipes da 9ª Delegacia Regional de Polícia de Catalão, além de policiais civis de São Paulo, Santa Catarina e Tocantins.

Ao todo, foram expedidos 125 mandados de busca domiciliar e 33 mandados de prisão preventiva para cumprimento nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Tocantins e Goiás.

Parte das ordens judiciais também foi cumprida em unidades do sistema penitenciário federal e em presídios estaduais.

Segundo a Polícia Civil gaúcha, a investigação apura a atuação de integrantes de uma organização criminosa e um suposto esquema de lavagem de dinheiro, inclusive com movimentações que teriam sido coordenadas por investigados que se encontravam no sistema prisional.

Duas mulheres são presas em Catalão

Em Catalão, as equipes cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca domiciliar contra duas mulheres, de 52 e 29 anos.

Segundo a Polícia Civil, ambas foram indiciadas por suspeita de participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, com base nas Leis nº 12.850/2013 e nº 9.613/1998.

Durante o cumprimento das ordens judiciais no município, foram apreendidos aparelhos celulares e um notebook, materiais que deverão ser analisados no decorrer da investigação.

As duas investigadas foram encaminhadas ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça do Rio Grande do Sul.

Investigação mira estrutura financeira

Além das prisões, a operação busca reunir provas sobre a estrutura de financiamento e funcionamento do grupo investigado.

Entre os materiais procurados pelas equipes estão documentos societários, procurações, contratos, dinheiro em espécie, equipamentos eletrônicos, armas e drogas.

Os investigadores também procuram identificar mecanismos que teriam sido utilizados para movimentar e ocultar recursos provenientes das atividades atribuídas à organização.

Cerca de 480 policiais civis dos cinco estados participaram da operação.

As investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia de Polícia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

Fonte: Polícia Civil do Rio Grande do Sul e Polícia Civil de Goiás

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