Polícia Civil de Catalão cumpre mandado de prisão preventiva em desfavor de investigado por estupro de vulnerável.

A medida cautelar foi decretada pelo Poder Judiciário após representação da Polícia Civil, baseada em elementos informativos que demonstraram a gravidade concreta das condutas e o risco à ordem pública.

Postado em 08/05/2026
Polícia Civil de Catalão cumpre mandado de prisão preventiva em desfavor de investigado por estupro de vulnerável.
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Por Síbylle MachadoComercial

A Polícia Civil do Estado de Goiás através da equipe da 2ª Delegacia Distrital de Catalão/9ª DRP, efetivou cumprimento a Mandado de Prisão Preventiva em desfavor do suspeito Davi da Silva Carvalho, de 24 anos de idade, investigado pela prática do crime de estupro de vulnerável (art. 217-A, do Código Penal), cometido contra uma criança (do sexo masculino) de 11 anos de idade.

A medida cautelar foi decretada pelo Poder Judiciário após representação da Polícia Civil, baseada em elementos informativos que demonstraram a gravidade concreta das condutas e o risco à ordem pública. As investigações revelaram que o investigado estabeleceu um vínculo de confiança com a vítima e seus familiares, utilizando-se de sua posição como empregador para atrair o menor ao seu convívio.

Conforme apurado, o investigado levava a criança para trabalhar em uma marmoraria sob sua responsabilidade, valendo-se dessa proximidade e da ascendência moral de patrão para facilitar o cometimento dos atos libidinosos e da conjunção carnal. O "modus operandi" consistia em um aliciamento gradual, marcado por manipulação psicológica e abuso da vulnerabilidade da vítima no ambiente laboral e nos deslocamentos para o trabalho.

A prisão preventiva fundamentou-se na necessidade de garantir a instrução criminal e a aplicação da lei penal, especialmente após o investigado tentar ocultar evidências digitais e desaparecer de seus endereços habituais logo após a descoberta dos fatos. A decisão judicial também autorizou a coleta de dados de aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos para o completo esclarecimento da reiteração das condutas.

A Polícia Civil destaca o impacto psicológico causado à vítima e ressalta a importância de que a rede de proteção à criança e ao adolescente permaneça sempre vigilante. O inquérito policial segue em fase de conclusão, com a devida preservação da cadeia de custódia das provas colhidas.

Após ser capturado num estabelecimento comercial no Bairro São João, o investigado foi conduzido à Depol e, após as formalidades legais, foi encaminhado ao sistema prisional à disposição da Justiça.

A Polícia Civil de Goiás reafirma seu compromisso com o combate aos crimes contra crianças e adolescentes, destacando que tais condutas são tratadas com prioridade e rigor técnico para a responsabilização dos autores.

A divulgação da imagem e identidade do investigado foi realizada por Despacho fundamentado da Autoridade Policial, diante da necessidade de identificação de possíveis novas vítimas, considerando que crimes dessa natureza são frequentemente marcados pelo silêncio, medo e vulnerabilidade. A providência encontra amparo na Lei nº 13.869/2019, na Portaria Normativa nº 02/2020/DGPC e na Portaria nº 547/2021/DGPC, sendo adotada no interesse público e com a devida preservação da dignidade das vítimas envolvidas.

 

 

PCGO Investigar e Proteger.