Menina de 8 anos guarda sêmen de tio para provar ser vítima de estupro em Goiás.

Vítima sofria abusos sexuais há quase três anos e chegou a ser agredida por familiares por acharem que ela mentia.

Postado em 31/03/2026
Menina de 8 anos guarda sêmen de tio para provar ser vítima de estupro em Goiás.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
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Por Síbylle MachadoComercial

Uma menina de 8 anos precisou guardar o sêmen do próprio tio para provar que era vítima de violência sexual em Anápolis (GO). O agressor, de 25 anos, foi preso na última sexta-feira (27) suspeito de abusar da sobrinha por quase três anos. A criança tomou a atitude extrema após ser desacreditada e punida pela própria família ao tentar denunciar os crimes.

A investigação policial teve início em 2025, quando a vítima descreveu os abusos à coordenação pedagógica de sua escola. Mesmo após a instituição de ensino acionar a delegacia, os parentes preferiram acreditar nas negativas do suspeito. Desesperada, a menina guardou o material biológico após ser forçada a praticar sexo oral e o entregou a outros familiares, que finalmente formalizaram a denúncia à polícia.

Em coletiva, a delegada Aline Lopes, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Goiás (DPCA-GO), detalhou o ambiente de negligência enfrentado pela vítima. "Em outras oportunidades, ela já tinha contado pros familiares, o avô a agrediu a ponto de ela desmaiar. E a avó também já tinha colocado de castigo", afirmou a investigadora. A esposa do homem chegou a flagrá-lo nu com a criança, mas aceitou suas desculpas.

Ameaças de morte e histórico de violência

Segundo a Polícia Civil, os abusos ocorriam desde que a criança tinha 5 anos e foram se agravando de forma progressiva. Em depoimento na delegacia, a vítima relatou que tentava se afastar e gritar durante as agressões, mas o tio a sufocava e a ameaçava de morte para garantir seu silêncio.

O suspeito foi detido e permanece à disposição da Justiça de Goiás. As autoridações seguem acompanhando o caso para garantir a rede de proteção à criança, que precisará de suporte psicológico intensivo após os traumas sofridos dentro do próprio ambiente familiar.

 

 

Por:

Luiz Otávio Barbosa

Jornal O Tempo