Terremoto na Venezuela é o mais forte do país em mais de um século e provoca cenário de destruição.

A Venezuela enfrenta um dos episódios sísmicos mais graves de sua história recente após o registro de fortes tremores que atingiram diversas regiões do país.

Postado em 25/06/2026
Terremoto na Venezuela é o mais forte do país em mais de um século e provoca cenário de destruição.
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Por Síbylle MachadoComercial

De acordo com as informações divulgadas até o momento, os abalos teriam alcançado magnitudes de 7,2 e 7,5 em um intervalo inferior a um minuto, caracterizando um fenômeno raro conhecido como "sismo duplo".

Os tremores ocorreram na região norte do país e provocaram momentos de pânico entre a população. Relatos apontam que moradores deixaram residências e edifícios às pressas, enquanto estruturas apresentaram rachaduras e danos significativos.

Segundo as informações preliminares, o epicentro teria sido registrado no estado de Yaracuy, com reflexos em diversas cidades, incluindo Caracas, capital venezuelana, e La Guaira, importante região portuária localizada próxima ao litoral.

Autoridades venezuelanas decretaram estado de emergência nacional e classificaram La Guaira como área de desastre diante dos danos registrados. Equipes de resgate foram mobilizadas para atuar em locais atingidos por desabamentos e buscar possíveis vítimas sob os escombros.

Entre os danos relatados estão problemas em prédios residenciais, interrupções em serviços públicos e impactos em estruturas estratégicas. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal terminal aéreo do país, teria sofrido avarias e precisado interromper suas operações temporariamente para avaliações técnicas.

Especialistas explicam que terremotos rasos costumam provocar efeitos mais intensos na superfície. Como os dois abalos teriam ocorrido a baixas profundidades, a energia liberada alcançou diretamente áreas urbanas, aumentando o potencial destrutivo do evento.

Além dos impactos na Venezuela, moradores de regiões próximas relataram ter sentido os tremores. Em áreas do Norte do Brasil, especialmente em estados que fazem fronteira com países vizinhos, também houve relatos de percepção dos abalos, embora sem registro inicial de danos estruturais.