Alexandre Pires é alvo da segunda fase da Operação Disco de Ouro da Polícia Federal.

Investigação apura suposto esquema de lavagem de dinheiro e comercialização de minério com possível ligação ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.

Postado em 24/09/2026
Alexandre Pires é alvo da segunda fase da Operação Disco de Ouro da Polícia Federal.
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Por Síbylle MachadoComercial

O cantor Alexandre Pires é um dos alvos da segunda fase da Operação Disco de Ouro, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (23). A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e outros crimes relacionados à comercialização e exportação de minério.

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado é suspeito de utilizar empresas brasileiras e estrangeiras para ocultar recursos provenientes de atividades ligadas ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

Nesta etapa da operação, a PF cumpre 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de sequestro de bens e valores. De acordo com os investigadores, a organização teria movimentado e ocultado mais de US$ 48 milhões por meio de operações financeiras nacionais e internacionais. A Polícia Federal não atribui esse valor individualmente ao cantor.

Nome já havia aparecido na primeira fase

O nome de Alexandre Pires já havia sido citado na primeira fase da operação, realizada em dezembro de 2023. Na ocasião, o cantor foi alvo de um mandado de busca e apreensão enquanto participava de um cruzeiro no litoral de São Paulo.

Na época, a investigação apontou uma transferência de pelo menos R$ 1 milhão para uma conta ligada ao artista. O então empresário de Alexandre Pires, Matheus Possebon, também foi alvo da operação e chegou a ser preso preventivamente.

As investigações tiveram início após a apreensão de aproximadamente 30 toneladas de cassiterita, em 2022. Segundo a Polícia Federal, o minério extraído ilegalmente teria recebido documentação falsa para aparentar origem regular.

Defesa nega envolvimento

Em nota, a defesa de Alexandre Pires negou qualquer envolvimento do cantor com atividades de garimpo ou extração de minério.

Os advogados afirmam que a relação entre o artista e Matheus Possebon se restringia à intermediação da venda de shows e que não existia outra relação jurídica ou comercial entre os dois.

A defesa também declarou que Alexandre Pires está confiante no esclarecimento dos fatos e na demonstração de sua inocência. A investigação da Polícia Federal continua em andamento.