Cleitinho anuncia desistência, volta atrás no dia seguinte e recebe negativa do Republicanos.

Senador alegou não ter condições emocionais para disputar o Governo de Minas após a morte do irmão, mas reconsiderou a decisão depois de conversar com familiares.

Postado em 04/08/2026
Cleitinho anuncia desistência, volta atrás no dia seguinte e recebe negativa do Republicanos.
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Por Síbylle MachadoComercial

O senador Cleitinho Azevedo protagonizou uma reviravolta na disputa pelo Governo de Minas Gerais. Na segunda-feira (3), ele anunciou, emocionado, que não seria candidato ao cargo nas eleições de 2026. Menos de 24 horas depois, voltou atrás e pediu ao Republicanos autorização para entrar na corrida eleitoral, mas recebeu uma resposta negativa da direção partidária.

O primeiro anúncio foi feito em Brasília, ao lado do presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira, e do presidente estadual da legenda em Minas Gerais, Euclydes Pettersen. Chorando, Cleitinho afirmou que não estava bem emocionalmente e que precisava cuidar de si e da família antes de enfrentar uma campanha eleitoral.

O senador vive um período de luto pela morte do irmão mais novo, Matheus Azevedo, de 30 anos, ocorrida em 18 de julho em decorrência de complicações relacionadas à leucemia. Durante o pronunciamento, Cleitinho pediu compreensão aos eleitores mineiros e afirmou que continuaria exercendo o mandato no Senado.

Reviravolta um dia depois

Na manhã desta terça-feira (4), durante a convenção nacional do Republicanos, Cleitinho reconsiderou a decisão. O parlamentar afirmou que conversou com familiares, reconheceu que estava em um momento de vulnerabilidade quando anunciou a desistência e fez um apelo público para ser autorizado a disputar o governo estadual.

O senador disse que deseja representar os trabalhadores e a população mineira e pediu uma nova oportunidade ao presidente nacional do partido. Apesar do apelo, Marcos Pereira manteve a posição contrária à candidatura. Segundo o dirigente, o Republicanos ofereceu prazos e condições para que Cleitinho confirmasse sua participação, mas enfrentou sucessivas indefinições.

A direção partidária também citou a ausência do senador na convenção estadual realizada em 25 de julho. Em nota divulgada anteriormente, o Republicanos afirmou que a candidatura nunca havia sido formalmente assumida e que os partidos aliados precisaram reorganizar seus projetos eleitorais diante da falta de uma definição.

 

Até a atualização mais recente, Cleitinho ainda pretendia conversar novamente com Marcos Pereira, mas não tinha o aval do Republicanos para disputar o Governo de Minas Gerais. Dessa forma, apesar de ter voltado atrás na desistência, sua candidatura não estava confirmada.