Imposto seletivo pode elevar preços de bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros a partir de 2027

Medida prevista na reforma tributária busca desestimular o consumo de produtos considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente.

Postado em 09/06/2026
Imposto seletivo pode elevar preços de bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros a partir de 2027
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Por Síbylle MachadoComercial

A implementação do chamado "imposto do pecado", tecnicamente denominado imposto seletivo, poderá impactar diretamente o orçamento dos brasileiros a partir de 2027. Prevista na reforma tributária, a medida estabelece uma tributação maior sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros.

Segundo o governo federal, a proposta tem como principal objetivo reduzir o consumo desses produtos e compensar parte dos custos gerados ao sistema público de saúde pelo tratamento de doenças relacionadas ao seu uso.

Na prática, a nova cobrança deve resultar no aumento dos preços ao consumidor final, já que a tendência é de que parte da carga tributária seja repassada pelas empresas ao valor dos produtos comercializados.

A medida, no entanto, divide opiniões. Defensores do imposto seletivo argumentam que esse tipo de tributação é adotado em diversos países como instrumento de saúde pública, contribuindo para reduzir o consumo de itens considerados nocivos e estimular hábitos mais saudáveis.

Por outro lado, especialistas e representantes de setores econômicos avaliam que o impacto poderá ser sentido principalmente pelo consumidor, que enfrentará preços mais elevados sem a garantia de que a arrecadação adicional seja convertida em melhorias efetivas nos serviços públicos de saúde ou em campanhas de prevenção.

Além das bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros, outros produtos poderão ser incluídos na tributação seletiva, conforme regulamentação futura da reforma tributária. A expectativa é que as novas regras sejam implementadas gradualmente, com previsão de entrada em vigor em 2027.

Enquanto o governo defende a medida como uma política de interesse público, o debate sobre seus efeitos econômicos e sociais continua mobilizando consumidores, especialistas e representantes do setor produtivo, que acompanham a regulamentação das novas regras e os possíveis impactos sobre o custo de vida da população.