John Deere transforma Catalão em centro mundial de produção de colhedoras de cana-de-açúcar a partir de 2029.

A cidade de Catalão, no Sudeste de Goiás, terá um papel ainda mais estratégico nas operações internacionais da John Deere.

Postado em 05/11/2026
John Deere transforma Catalão em centro mundial de produção de colhedoras de cana-de-açúcar a partir de 2029.
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Por Síbylle MachadoComercial

A multinacional anunciou que a fábrica instalada no município será responsável por concentrar a produção mundial de colhedoras de cana-de-açúcar da companhia a partir de 2029.

A mudança faz parte de uma reorganização industrial da empresa, que prevê transferir para o Brasil uma linha de produção atualmente instalada em Thibodaux, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos. Com isso, Catalão passará a fabricar também os modelos que hoje são produzidos na unidade norte-americana.

Atualmente, a fábrica goiana já produz colhedoras de cana, como os modelos CH7 e CH9, além de pulverizadores agrícolas. Para receber a nova estrutura produtiva, a unidade deverá passar por adequações e investimentos, conforme o planejamento anunciado pela companhia.

Transferência amplia importância de Catalão

A decisão representa uma mudança relevante na distribuição industrial da John Deere e reforça a posição de Catalão dentro da cadeia global de produção de máquinas agrícolas.

A concentração da fabricação em uma única unidade busca aumentar a eficiência industrial, otimizar a cadeia de fornecedores e aproximar a produção dos principais mercados consumidores de cana-de-açúcar, especialmente na América do Sul.

A unidade de Thibodaux, nos Estados Unidos, produz atualmente equipamentos destinados principalmente ao mercado norte-americano. Com a transferência prevista para 2029, a fábrica de Catalão assumirá a fabricação dos modelos que ainda são produzidos naquela instalação.

Fábrica já recebeu anúncio de investimento milionário

A expansão anunciada ocorre após outro importante investimento da companhia no município. Em 2024, a John Deere comunicou um aporte superior a R$ 700 milhões na fábrica de Catalão, com previsão de ampliação de mais de 20 mil metros quadrados na estrutura industrial.

Na ocasião, o projeto também previa a criação de aproximadamente 400 postos de trabalho ao longo de 60 meses, sendo 100 diretos e 300 indiretos.

A fábrica de Catalão foi inaugurada em 1999 e, desde então, consolidou sua participação na produção de equipamentos voltados ao agronegócio.

Impactos para a economia regional

A ampliação das responsabilidades da unidade pode fortalecer a cadeia industrial de Catalão e região, com reflexos potenciais sobre fornecedores, transportadoras, prestadores de serviços e trabalhadores especializados.

Apesar da relevância do anúncio, a empresa ainda não detalhou quantos novos empregos serão gerados especificamente pela transferência da linha norte-americana, nem o valor adicional que será destinado à adaptação da fábrica para receber a produção.

A previsão é que a mudança seja implementada a partir de 2029. Até lá, a unidade deverá passar pelas adequações necessárias para assumir a fabricação dos demais modelos de colhedoras de cana da companhia.

Com a decisão, Catalão ganha ainda mais destaque no mapa industrial internacional e amplia sua participação em um segmento diretamente ligado à força do agronegócio brasileiro.

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