Goiás vive pior cenário da dengue desde a década de 90, diz SES

Estamos caminhando para o pior cenário vivido no estado de Goiás, desde a década de 90, em relação ao aumento de casos e aumento de mortes”, afirmou Flúvia Amorim, superintendente de Vigilância em Saúde de Goiás.

Postado em 21/02/2024
Goiás vive pior cenário da dengue desde a década de 90, diz SES
Reprodução G1 Goiás
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Por GabrielleEditora chefe e Jornalista

Goiás vive o pior cenário da dengue desde a década de 90, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO). Ao todo, segundo a pasta, o estado registra em 2024, 21.513 casos confirmados da doença. Esse dado, somente nas primeiras sete semanas de 2024, corresponde a 31% do número de casos registrados em todo o ano de 2023.

Estamos caminhando para o pior cenário vivido no estado de Goiás, desde a década de 90, em relação ao aumento de casos e aumento de mortes”, afirmou Flúvia Amorim, superintendente de Vigilância em Saúde de Goiás.

De acordo com Flúvia Amorim, quando aumenta o número de casos, aumenta a sua gravidade. “A depender do sorotipo circulante, essa gravidade pode ter um número maior, que é o que estamos monitorando no estado de Goiás”, ressaltou.

Cenário

Para se ter uma ideia, quando comparados os casos notificados nas sete primeiras semanas de 2024, 53.277, com o mesmo período de 2023, 20.503, houve um aumento de 159% nos registros de dengue em Goiás.

Segundo os dados da SES-GO, neste momento, Goiás é o 5º estado do país com maior número de casos e mortes. À frente de Goiás, estão somente o Distrito Federal e os estados do Acre, Paraná e Espírito Santo. Ao todo, 108 municípios estão em situação de emergência para arboviroses.

Conforme divulgado pela SES-GO, há 6 mortes confirmadas pela doença em Goiás. Outras 65 mortes são consideradas suspeitas e investigadas pela pasta.MortesAs mortes por dengue em Goiás aconteceram em quatro municípios.

Das seis mortes, três foram registradas em Uruaçu, no norte do estado. Já as outras três, foram registradas em Águas Lindas de Goiás, Iporá e Cristalina. Sobre o perfil das vítimas, três são homens de 31, 33 e 71 anos, uma é idosa de 78 anos e há ainda uma adolescente de 16 anos e outro adolescente da mesma idade.


informações G1 Goiás