Primeiro transplante de córnea bioimpressa em 3D devolve a visão de paciente e pode revolucionar a medicina.

Procedimento realizado em Israel utiliza células humanas e promete reduzir a fila por transplantes de córnea em todo o mundo.

Postado em 31/07/2026
Primeiro transplante de córnea bioimpressa em 3D devolve a visão de paciente e pode revolucionar a medicina.
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Por Síbylle MachadoComercial

Um avanço considerado histórico para a medicina foi alcançado em Israel com a realização do primeiro transplante de uma córnea bioimpressa em 3D utilizando células humanas. O procedimento devolveu a visão a uma paciente de 70 anos e abre caminho para uma nova alternativa no tratamento de doenças que afetam a córnea.

A cirurgia foi realizada no Rambam Health Care Campus, na cidade de Haifa, no fim de 2025, em parceria com a empresa de biotecnologia Precise Bio.

O implante, denominado PB-001, foi desenvolvido por meio de uma plataforma de biofabricação de alta precisão, capaz de produzir enxertos de córnea a partir da expansão de células humanas cultivadas em laboratório.

Tecnologia pode reduzir escassez de doadores

Um dos principais diferenciais da nova técnica é a possibilidade de multiplicar o número de enxertos disponíveis.

Segundo os pesquisadores, uma única córnea saudável doada pode gerar entre 300 e 500 novos implantes, o que pode reduzir significativamente a falta de tecidos para transplantes em diversos países.

Hoje, milhares de pessoas aguardam na fila por uma córnea compatível, e a limitação no número de doadores é um dos maiores desafios enfrentados pela oftalmologia.

Estudos ainda estão em fase inicial

Apesar dos resultados considerados promissores, a tecnologia ainda está em fase de testes clínicos.

O procedimento integra a Fase 1 dos estudos, realizada com um grupo restrito de pacientes para avaliar a segurança e a eficácia do implante antes que ele possa ser disponibilizado em larga escala.

Especialistas ressaltam que ainda serão necessários novos estudos e acompanhamento dos pacientes por um período maior para confirmar a durabilidade e a segurança da córnea bioimpressa.

Se os resultados continuarem positivos nas próximas etapas, a tecnologia poderá representar uma das maiores transformações da medicina regenerativa, ampliando o acesso aos transplantes de córnea e reduzindo a dependência de doadores humanos.