Carreta atinge passarela e desabamento mata mãe e filho na Fernão Dias, motorista é preso.

Acidente ocorreu em Vargem, no interior de São Paulo; veículo transportava carga com excesso de altura e largura, segundo a Polícia Civil.

Postado em 19/08/2026
Carreta atinge passarela e desabamento mata mãe e filho na Fernão Dias, motorista é preso.
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Por Síbylle MachadoComercial

Uma carreta que transportava outro caminhão como carga atingiu uma passarela sobre a Rodovia Fernão Dias (BR-381) e provocou o desabamento da estrutura na manhã de terça-feira (18), em Vargem, no interior de São Paulo, próximo à divisa com Minas Gerais.

A queda atingiu veículos que trafegavam pela rodovia e matou duas pessoas. As vítimas foram identificadas como Rosangela Carlos Soares Chaves, de 63 anos, e Douglas Soares Quaresma, de 40 anos, mãe e filho, moradores de Belo Horizonte. Outras duas pessoas ficaram feridas.

Imagens de câmeras registraram o momento em que a carga transportada pela carreta atinge a estrutura e, segundos depois, a passarela desaba sobre a pista.

Polícia investiga dinâmica do acidente

De acordo com informações da Polícia Civil de São Paulo, o motorista da carreta, de 42 anos, seguia em direção a Minas Gerais transportando uma carga que apresentava excesso de altura e largura.

A investigação aponta inicialmente que, durante uma manobra de ultrapassagem, o conjunto teria atingido a coluna central da passarela, provocando o colapso da estrutura.

O motorista realizou teste do etilômetro, que apresentou resultado negativo para ingestão de álcool. Segundo as informações divulgadas até o momento, a polícia também não encontrou indícios de excesso de velocidade.

O condutor foi preso em flagrante e o caso foi registrado como homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. As circunstâncias e eventuais responsabilidades continuam sendo investigadas.

Rodovia ficou interditada por cerca de 12 horas

O acidente provocou a interdição da Fernão Dias para atendimento às vítimas e retirada das estruturas da passarela.

A liberação completa da rodovia aconteceu na noite de terça-feira, após aproximadamente 12 horas de trabalhos no trecho. A concessionária responsável informou que o tráfego nos dois sentidos havia sido restabelecido por volta das 22h34.

Transporte de carga excedente exige autorização

O acidente também chama atenção para as regras envolvendo cargas que ultrapassam as dimensões convencionais permitidas nas rodovias.

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), veículos ou combinações que ultrapassem os limites regulamentares de peso ou dimensões precisam de Autorização Especial de Trânsito (AET) para circular em rodovias federais.

Atualmente, entre os limites gerais estabelecidos estão 4,40 metros de altura e 2,60 metros de largura. Quando essas medidas são ultrapassadas, entram em vigor exigências específicas para o transporte.

As normas do DNIT também se aplicam às rodovias federais operadas por concessionárias e estabelecem critérios de segurança, sinalização, análise do percurso e, conforme as características do conjunto transportador, necessidade de escolta.

A análise do trajeto é especialmente importante em operações desse tipo, já que estruturas como passarelas, viadutos, pontes e outros obstáculos físicos podem limitar a passagem de veículos com dimensões fora do padrão.

Até o momento, porém, não há confirmação pública nas informações consultadas sobre a existência ou ausência de AET ou de escolta no transporte envolvido especificamente neste acidente. Esse ponto deverá fazer parte da apuração das autoridades.

Investigação continua

A Polícia Civil deverá analisar imagens, documentos referentes ao transporte, características da carga e demais elementos para esclarecer as causas do acidente e eventuais responsabilidades.

O caso ganhou repercussão nacional não apenas pela morte de mãe e filho, mas também pelas imagens que mostram o momento exato em que a carga atinge a passarela e provoca o desabamento.

Rosangela e Douglas morreram no local. As duas vítimas eram moradoras de Belo Horizonte.

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